sábado, 26 de novembro de 2016

Mochilão Andino - La Paz

La Paz

Continuando nossa caminhada, encontramos La Paz logo após a cidade tumultuada de Santa Cruz de La Sierra. Se os primeiros passos já nos deixaram entusiasmado com as novidades da viagem, La Paz ganharia nosso coração de mochileiro atraído por todas as pedras.

De Santa Cruz para La Paz, gastamos em torno de umas 22h - uma única parada as 7 da manhã (desayuno) e encontraríamos La Paz as 14h da tarde. Viagem mais longe ainda não existiu. Ônibus sem ar, banheiro nada atraente e o clima que vai ficando cada vez mais frio....

Além desses detalhes, cada mochileiro já pode ir sentindo as mudanças no seu corpo: uma leve tontura, esparsas dores de cabeça, náuseas e por aí vai .... claro que cada corpo reage de um forma, eu por exemplo na viagem para La Paz fá fui sofrendo com a altitude (conhecido como Mal de Altitude ou Mal de Soroche).

Caso seu corpo sinta a pressão de La Paz e a altitude a primeira vontade que vem na mente é sair dali o mais rápido possível! Para mim, a dor de cabeça foi a mais intensa da minha vida, não cheguei a vomitar mas a dor de cabeça custou no mínimo dois dias.

É nessa hora que a medicina se faz presente: industrializada ou natural, eu tomava tudo o que me davam, hehe - brincadeira - fui numa farmácia assim que cheguei em La Paz e comprei um remédio (Soroche) que dizem que é específico para esses sintomas. Além do remédio comprado de uma simpática boliviana também tomei o famosos chá de coca.

Chá de Coca
Não se preocupem, o chá de coca não é droga e não te deixa maluco! É uma linda tradição dos andes e faz parte da cultura local: não apenas no chá, os bolivianos também mascam a folha para fazer mais efeito contra os ataques da mãe natureza.

Aproveite para provar a riqueza local, saboreie a culinária, ande pelas ruas antigas, deslumbre-se com a arquitetura. Caminhe por todos os cantos e encontre o encanto em cada esquina, nas pratas que brilham, nos tecidos coloridos, nas mantas feitas com todo cuidado, nas llamas mortas vendidas como decoração ou para os rituais. Velas, cheiros de incenso, talismãs, pessoas encantadoras, passeios únicos, igrejas históricas e tudo muito mas muito mais ....

Não cabeira aqui definir o que é La Paz e o que ela nos passa quando ficamos dias perambulando por suas ruelas. Tudo é intenso, rico, misterioso.

Há inúmeras coisas para se fazer em La Paz e vamos aqui enumerar de acordo com os dias que ficamos na cidade. Foram 3 dias apenas, mas que renderam boas histórias e memórias.

Primeiro dia: chegada

Dia livre. Chegamos por volta das 14h da tarde. Direto para o hostel, deixar as malas, trocar de roupa e partir para o primeiro restaurante para matar uma fome de muitas horas. Em todas as nossas idas, acabávamos provando vários restaurantes, mas vale o registro do nosso último mochilão onde acabamos indo para um restaurante cubano maravilhoso!

Mochileiros no restaurante cubano


Parede no restaurante cubano
Segundo dia: Chacaltaya e Vale de La Luna

Aqui dispensa muitos comentário. Neve, animação, uma viagem de 2 horas até o ponto inicial para a subida na montanha. Falta de ar, cansaço e a aquela sensação de vazio - vazio de tudo: ar e coragem, hehe. Mas relaxa, entra no clima, aproveita o passeio e curte cada momento do que a montanha Chacaltaya tem a nos oferecer. 

A montanha pode estar completa de neve e em outros dias dá para ver as pedras pontudas e que fazem estragos se a gente fica caindo ou escorregando (é, sou eu! hehe). Visitamos Chacaltaya sempre que vamos para a Bolívia, mas eu particularmente fui 1 vez apenas. Minha imunidade baixa muito e então acabo preferindo passeios mais urbanos ...

Mas vale a visita. Nas vez que fui, a montanha estava completamente coberta de neveeee!!!! E caía uma fina camada de neve também, ótimo dia para fotos e para uma subida que rendeu pensamentos, poesia, reflexão e adrenalina em vencer os desafios do nosso próprio corpo.

Chacaltaya

Depois da aventura pelo Chacaltaya, fomos (incluso no mesmo pacote) ao Vale de La Luna - um lindo lugar. Ficamos sabendo que o local era há muito tempo atrás era dominado pelo mar. Um local muito bonito para tirar fotos.

Vale de La Luna


Terceiro dia: Sítio Arqueológico de Tihuanaco

Para quem gosta de história e arqueologia, esse passeio vale mil vezes ser repetido. Tihuanaco (ou Tiwanaco) é um sítio arqueológico boliviano que conta com um sítio ao ar livre, um museu e muitas histórias interessantes. Datado do período pré-colombiano, podemos ver a história andina recheada de mistérios e grandiosidade. É nesse sítio que encontramos a Porta do Sol, entramos no que era um antigo templo subterrâneo, deslumbramos uma estátua de Pachamama (7m esculpidos de uma única pedra), perfurações perfeitos nas pedras e muitas inquietações diante dos segredos.

No museu era proibido registrar (o que acredito que deve ser respeitado) mas é um local muito interessante também. Para quem acreditada na ciência UFO esse é um passeio obrigatório!

Museu - Tihuanaco

Museu - Tihuanaco
Monolito - Tihuanaco
Templos - Tihuanaco

Tihuanaco - Porta do Sol
Ou seja, ficando em La Paz, não deixe de visitar as ruínas desse importante sítio arqueológico que nos ensina sobre a história da América Andina, bem antes dos colonizadores...

Chegando de Tihuanaco, tovemos o restante do dia livre em La Paz, aproveitamos para andar pela cidade, fazer um tour, comprar lembranças (casacos lindos e coloridos), conhecer um pouco mais dessa grandiosa cidade boliviana - aproveitamos e participamos de uma missa na Catedral São Francisco de Assim, que dispensa qualquer comentário - um dos lugares mais místicos e com uma energia muito profunda.

Quarto dia: desayuno no hostel e passagens já comprados nos dias anteriores para continuar nosso mochilão - o próximo ponto foi em direção à fronteira entre Bolívia e Peru - Copacabana...

Dicas sobre La Paz:

1- Se não tiver hostel (ou hotel) já reservado, assim que chegar em La Paz (de avião ou de ônibus), vá para a região turística - Centro Histórico. Táxis baratos (10 a 15 bol) te deixam bem no meio de uma região dominada por mochileiros e turistas.
Ruas:
- Calle Illampu
- Calle de las Brujas
- Calle Sagarnaga
- Calle Santa Cruz

Todas são ruas que contorna o Centro Histórico e tem bons hotéis, ótimos restaurantes, hostel, pizzarias, lojas, agências de turismo, farmácias, etc.

É nesse região também que fica a linda Catedral São Francisco de Assis e praças lindas!

2- Se puder, fique mais dias em La Paz para fazer outros passeios.

3- Vá ao Hard Rock

4- Museu da Coca, Museu Cultural, etc ...

Outros passeios:

1- Teleférico
2- Coroico (estrada da morte)
3- Mirador
4- Museu Musical
5- Museu Contemporâneo
6- Museu Folclórico
7- Montanha Huayna Potosí

Enfim, La Paz merece nosso respeito e admiração - é uma cidade histórica e que cada lugar esta repleto de magia, tradição com um povo gentil e amoroso!



Abraços mochileiros!!!






sábado, 5 de novembro de 2016

Mochilão Andino - parte 2

Saindo de Puerto Quijarro, nossa próxima parada é Santa Cruz de La Sierra ...

Após mais ou menos umas 15 horas de trem, chegamos em Santa Cruz. Ali sentimos o ar boliviano pelo qual sonham os mochileiros sonhadores com o caminho andino. Santa Cruz é a cidade que nos transporta de fato a um novo mundo: cultura, culinária, pessoas, turismo - uma cidade polissêmica com intensidade de calor, buzinas, carros exóticos e muitas novidades que saltam aos olhos.

A primeira impressão é de uma intensa e eterna bagunça frenética por todos os lados. Ao mochileiro mais "sensível", Santa Cruz de La Sierra não é lá uma das cidades mais limpas. Mas passando essas primeiras reações, fica a sensação de descanso, comida boa sim, pessoas que nos recebem de braços abertos e muita animação na correria para cambiar e partir pro destino seguinte.

A chegada em Santa Cruz de La Sierra


Chegue em Santa Cruz e procure ali perto mesmo da Rodoviária Bimodal um hotel para uma rápida parada: um banho e um lugar para deixar a bagagem mais pesada e partir pra praça principal para um almoço tranquilo e muito saboroso!



Rodoviária Bimodal - Santa Cruz

Entrada da rodoviária


Se for em grupo, é garantido o desconto no hotel, mas o preço não é amargo e vale a pena essa parada na cidade. Pegue um táxi (10 bol) até a praça principal - 24 de Setembro - e lá você vai encontrar mil lugares para um ótimo almoço, do mais simples até o mais requintado com preços dos mais variados possíveis.


Mochileiros - praça 24 de Setembro


Ali no centro histórico vale muitas fotos para registrar. O Museu de Arte Contemporâneo fica em volta da praça e vale a visita também: conhecer a arte local é uma ótima tarefa para entender um pouco mais da vida dos nossos hermanos.



Catedral Basílica na praça 24 de Setembro

O nosso almoço

Mas como o destino é sempre partir, no mesmo dia em que chegamos nós já embarcamos. A ânsia de querer sempre mais é coisa de mochileiro e a ideia é sempre ter os pés na estrada. Antes mesmo de ir para a praça para o nosso almoço, já tínhamos comprados as passagens para La Paz, nossa próxima parada. Teríamos praticamente a manhã e a tarde toda para descansar e passear (outros gostam de aproveitar para descansar um pouco mais no hotel).

Nosso ônibus saía as 17 da tarde e estávamos sempre empolgados para conhecer nossa próxima estação.

Há muitos lugares interessantes para se fazer em Santa Cruz de La Sierra mas para nós, a cidade se transforma apenas numa parada de passagem: descanso, almoço, banho e #PartiuLaPaz !!

Não se esqueça: leve sempre seus documentos pessoais. Não deixe nada de valor no hotel (e isso vale para todas as cidades): passaporte, passagens, Rg e outros objetos como câmera ou celular! Sempre!

Em muitos outros sites, encontramos vários lugares para serem visitados em Santa Cruz, algumas dicas:

- Biocentro Guembe Mariposario
- Samaipata
- Parque Lomas Arena
- Jardim Botânico Santa Cruz
- AquaLand

Um sorvete antes de pegar a estrada novamente


Se o objetivo é continuar o mochilão e principalmente se a viagem tem dias contado, Santa Cruz de La Sierra vale apenas um dia de parada. Uma rápida volta pelo centro da cidade e o nosso próximo destino se torna a intrigante e misteriosa cidade de La Paz...
Dentro do museu

Cultura na praça 24 de Setembro

Passagens compradas, agora era o momento de enfrentar mais uma viagem longa: das 17h da tarde até as 14h do outro dia, quase lindas e angustiantes 24 horas dentro dum ônibus que parou apenas uma única vez. Isso mesmo: banheiro tenso, leves dores de cabeça devido à altitude e muita ansiedade para uma cidade que parecia nunca chegar.

Antes de embarcar para La Paz, compre algumas guloseimas e água, você vai precisar. Frutas secas também ajudam e a água, principalmente, hehe.

Se você perceber que pode sofrer na viagem com a dor de cabeça, compre um remédio (ou mesmo o remédio que você já esta trazendo na sua mochila) e já deixa no jeito, hehe.

No próximo post vamos descrever a linda e misteriosa La Paz e de como nossa aventura se tornou real e intensa!

Abraços mochileiros!!!




quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Mochilão Andino - parte 1

Aqui vai o roteiro básico de um mochilão, partindo da cidade de Corumbá (MS), fronteira com a Bolívia: 

Corumbá - Santa Cruz de La Sierra - La Paz - Copacabana - Cusco (Trilha Inca/Machu Picchu) - La Paz - Salar de Uyuni - Santa Cruz de La Sierra - Corumbá.

Esse roteiro é o essencial para se conhecer os principais lugares, fazer a rota clássica pelo Trem da Morte e culminar com a cidade sagrada dos Incas. Obviamente todas as cidades para um mochileiro têm a sua beleza e admiração e muitas outras poderíamos acrescentar aqui no nosso roteiro como Sucre e Potosí - mas foram cidades que pulamos na viagem num roteiro que ia até 18 dias ao total.

Corumbá: se o seu intuito é não parar muito tempo em cidades brasileiras e partir logo para o caminho andino, afirmamos que Corumbá em um dia já vale a pena. Saindo de ônibus (ou mesmo de avião) da capital Campo Grande (MS) Corumbá se torna apenas um ponto de um rápido descanso como também o início daquela aventura tão esperada durante os planos da viagem.

Chegou em Corumbá logo de manhã? A dica é partir pra alfândega, carimbar o passaporte: saída do Brasil e logo fazer a entrada na Bolívia. Pegue um táxi (ou moto táxi) e vá à fronteia: lá você vai encontrar um looongaaa fila: mochileiros, vendedores, estudantes e tantos outros indo e vindo. Uma verdadeira terra híbrida, onde a mistura de cultura e história se faz presente em todos os lugares.

Nesse território de vivências múltiplas, o bom mochileiro já vai percebendo que pisar o pé para fora de casa é mesmo encarar um agitado encontro com as surpresas do caminho. Puerto Quijarro é assim: passando pela alfândega brasileira e fazendo a entrada para a Bolívia, Puerto Quijarro é casa do iniciante, ponto de partida para enfim a aventura se fazer presente.

Você faz essas burocracias todas a pé e com as mochilas nas costas - é o mochilão que já começou!

Mochileiros-amigos do mochilão de 2012/2013

A poucos metros da alfândega brasileira, a alfândega boliviana


Paciência e muita alegria no rosto, hehe - você começa a sentir que mochilão é pra quem tem muita coragem e principalmente ânimo de aguentar a burocracia e preencher milhões de formulários. Mas calma que tudo faz parte do jogo: brigas entre o pessoal para ver quem furou a fila, bolivianos atendendo primeiro os bolivianos, o fuso horário que faz a gente se perder um pouco (Bolívia é uma hora a menos em relação ao MS) e principalmente a natureza ... ahhhh aquele calor, hehe. 

Protetor solar e água são os melhores amigos nesse momento. Pode acreditar, tudo estará uma bagunça, mas quem liga ?! É mochilão e foi exatamente pra isso que escolhemos a melhor maneira de sentir o mundo.

Banheiros? Bom, se você já tiver em mãos algumas moedas bolivianas você já pode encontrar um bar ou lanchonete para pagar um banheiro - isso mesmo, ali na fronteira (Puerto Quijarro), muitas bancas ou pessoas já na frente dos hotéis e outros lugares fazendo câmbio o que começa a facilitar a nossa vida.

Outro lance bem legal são os outros mochileiros retornando de suas viagens: trocas de experiências ajudam a aumentar a adrenalina de quem esta partindo e faz dos que estão voltando verdadeiros mestres na arte de mochilar.

Troque pouco dinheiro, você pode encontrar melhores ofertas em Santa Cruz de La Sierra e principalmente em La Paz. Troque apenas o necessário.

Na nossa viagem, as passagens do trem já estavam compradas, o que facilitou em muito o começo da jornada. Caso você não consiga ir para Santa Cruz com o famoso trem e esteja com pressa, vá então de ônibus. Em Puerto Quijarro mesmo há uma rodoviária onde você encontra todos os tipos de ônibus, com vários valores e todos prometendo Tv, água, ar e wifi (não acredite, hehe).

Agora caso você queira mesmo ir de trem (o que é muito legal) e não comprou as passagens para aquele dia com uma certa antecedência, o jeito é dormir em Puerto Quijarro ou retornar a Corumbá para viajar no outro dia na hora da passagem comprada.

Alfândega boliviana - preenchendo os formulários...

Tudo certo com passagens e documentos, nós saímos no mesmo dia para Santa Cruz. E a espera do trem nada melhor do que um bom banho (apenas 5 bol) e dar aquela última olhada na mochila e ver se falta alguma coisa (aproveitando a imensa feira de roupas e milhões de acessórios que existe ali na fronteira): cartão de memória, toalhas, protetor, meias, etc.

Ali da alfândega e mesmo da feirinha de Puerto Quijarro você tem duas opções: ou andar até a estação ferroviária ou pegar um táxi (10 bol). 

Acredite: não compensa ir a pé (já fiz dos dois jeitos) kkkk!!

Pegue um táxi e fica tranquilo, não é frescura, mesmo!!! O calor, o cansaço e o peso da mochila, a espera nas filas e ainda caminhar, caminhar até o infinito ?! hehe ... mas você chega rs ...




Ok, não é um Trem da Morte, como dizia a lenda, mas ta valendo né?! São 500 km entre Puerto Quijarro e Santa Cruz mas de trem ficamos ali nas ondas dos trilhos por cerca de 15 longas horas. Banheiro, Tv, músicas típicas que já começam a dar o ar da graça. E se você tiver sorte tem até uma pequena cozinha no trem onde o próprio condutor faz os lanches. Você pode esperar: sempre que o trem parar numa pequena estação, muitas crianças e mulheres vão te oferecer mil tipos de comidas: pão, suco, refrigerante e marmitas completas!

Agora outros trens podem não te oferecer nada. Mas o cansaço e a vontade de conhecer Santa Cruz com a mente a mil por hora, faz qualquer mochileiro dormir tranquilamente....

Dicas:
1- Se puder, compre as passagens de trem uns dias antes da viagem
2- Troque o dinheiro na fronteira, mas apenas o essencial
3- Vá anotando tudo para registros futuros
4- Tenha sempre uma caneta. É sério, você vai precisar para os formulários
5- Uma pequena manta se puder para descansar na viagem de trem/ônibus
6- Tire o boot e viaje de chinelos - vai ser um alívio imenso
7- Compre algumas coisas pra comer em Puerto Quijarro (salgadinhos e água) se não quiser comprar durante a viagem

Fique tranquilo, Santa Cruz de La Sierra ainda vai te surpreender mais ....

Nos próximos posts:
- Santa Cruz de La Sierra 
- Documentos necessários/Bagagem essencial
- Valores

Abraços mochileiros!!!

sábado, 22 de outubro de 2016

Porque vale a pena viajar

Antes de tudo, os primeiros passos para uma aventura começam nos pensamentos: leituras de livros afins, conversas sobre o tema com amigos/parceiros, filmes sobre viagens, roteiros vistos e revistos de quem já foi em terras desconhecidas.


Parece que tudo converge para o foco principal: 
iniciar um mochilão mesmo em palavras somente.


Quando tudo esta ligeiramente pronto (e sempre falta alguma coisa) o próximo passo é o de se despedir dos pais (curiosos e cheios de medos) e ir!

Se que ir, vá, vá e vá!!! Apenas . Pegue a estrada mesmo que não saiba muito ao certo sobre o caminho. Compre a passagem até a fronteira. Marque e esteja no aeroporto no dia exato.

Talvez essa questão acima é a mais principal: colocar o pé na estrada.

Não pense muito - nunca um mochilão acontece com 100% de perfeição. E talvez essa seja realmente a graça de ser mochileiro - amor livre pelos pequenos obstáculos, curiosidade e ansiedade na espera do trem ou do ônibus e muita paciência para resolver os rápidos percalços.

Pegue o essencial (falaremos disso mais adiante), chame os amigos interessados (mas vá se preparando par embarcar solito) e VÁ!
Rio Paraguai - Corumbá (MS)

Centro Histórico - Corumbá (MS)


A foto acima é da cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul (MS). Cidade-fronteira entre Brasil e Bolívia e essencial para segue o bom estilo aventureiro/clássico, seguindo rotas tradicionais até os Andes, principalmente. Vale também para todos os destino da América do Sul - é como se Corumbá fosse um centro cultural, caminho obrigatório para quem gosta de sentir na pele o calor da temperatura úmida do pantanal e a agradável sensação de ter os pezinhos num outro país.

Vale lembrar que a cidade corumbaense é muito mais que qualquer definição a seguir: simplicidade, gente do bem e amável, festas calorosas, religião híbrida, comidas exóticas e saborosas. A fé é vista nos rostos das pessoas, a beleza é compreendida nos prédios antigos, o rio exala soberania (calmo, sereno e profundo) - compensa a visita (uma parada de uns 3 dias, no mínimo).

Corumbá convida à história, abraça o mochileiro que vem da cidade grande e lhe oferece a chance de se encontrar diante de uma natureza linda e doce (obviamente já entenderam que sou suspeita em falar sobre essa linda cidade e sim, sou apaixonada por esse lugar, mas tenha certeza de que Corumbá também irá lhe encantar)

Mas por que Corumbá?

Vamos então elaborar um rápido roteiro: se o destino é Bolívia você pode sim começar por Corumbá. Como é fronteira, todos os trâmites legais são feitos na alfândega (Polícia Federal). Saída do Brasil e depois entrada na Bolívia - do mais, é só deixar que o roteiro segue naturalmente e aproveitar as aventuras que territórios desconhecidos nos garantem a todo tempo!

Lembrando que Corumbá tem aeroporto então não há desculpa para pular de seu roteiro essa cidade branca!

O mapa abaixo pode ajudar para ao menos começar a pensar no roteiro do seu mochilão e incluir no seu mapa o linda estado do Mato Grosso do Sul:

Fonte: Google

O roteiro do nosso primeiro mochilão foi o seguinte:

- Campo Grande --- Corumbá --- Santa Cruz de La Sierra --- La Paz --- Copacabana e por aí seguimos ...

O que fazer em Corumbá:

1- Conhecer a Estrada Parque Pantanal;
2- Museu de História do Pantanal;
3- Casarões do Porto;
4- Casa do Artesão;
5- Instituto Moinho Cultura;
6- Festival América do Sul (fim de abril e começo de maio, 5 dias de festas e cultura!)

Se você estiver em Campo Grande há saídas diárias para Corumbá. O interessante é pegar o ônibus a noite para aproveitar e descansar, fazendo os trâmites legais com tempo no outro dia. Saia a noite e por volta das 6 da manhã já estará na cidade-fronteira!

No próximo post vamos enfocar como foi nossa aventura com mais detalhes, passando por cidades em cidades no nosso primeiro mochilão rumo à Bolívia e ao Peru!

Até mais!!!


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Iniciando mais um projeto


É com prazer, que nem mochileiro no seu primeiro dia de aventura!

Tal a nostalgia dos caminhos, vi a necessidade de escrever.... escrever pra fazer voltar as lembranças, escrever para tornar novamente real aquela sensação quando estamos arrumando a mochila, pegando o mapa, ajeitando a câmera e sorrindo quando colocamos o primeiro pé no "busão", pois sabemos bem que dali pra frente, o desconhecido e as surpresas são os nossos companheiros....

Ainda não sei como manejar essas palavras: em forma de roteiro, seguindo o tempo cronológico, lugares que visitei primeiro.... mas resolvi deixar a mente livre desses detalhes e partir para a principal tarefa: fazer você, caro leitor, entender a doçura que existe em pedras antigas, igrejas pagãs, comidas exóticas e pessoas hermanas que ficam no nosso caminho e no nosso coração.

As viagens aqui descritas são frutos do projeto PAM - Projeto Aventuras pelo Mundo que eu e meu mochileiro das galáxias coordenamos. Desde 2011 temos a honra de tornar os sonhos de tanto amigos antigos e daqueles que vão se fazendo ao longo da caminho possíveis.

Viagens em grupos, viagens solitárias ... o que importa mesmo é viajar. Mas é bem mais, sempre mais ....

Vou começar devagar, lembrando 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016 ....

Bom proveito e seja bem vindo!!