sábado, 22 de outubro de 2016

Porque vale a pena viajar

Antes de tudo, os primeiros passos para uma aventura começam nos pensamentos: leituras de livros afins, conversas sobre o tema com amigos/parceiros, filmes sobre viagens, roteiros vistos e revistos de quem já foi em terras desconhecidas.


Parece que tudo converge para o foco principal: 
iniciar um mochilão mesmo em palavras somente.


Quando tudo esta ligeiramente pronto (e sempre falta alguma coisa) o próximo passo é o de se despedir dos pais (curiosos e cheios de medos) e ir!

Se que ir, vá, vá e vá!!! Apenas . Pegue a estrada mesmo que não saiba muito ao certo sobre o caminho. Compre a passagem até a fronteira. Marque e esteja no aeroporto no dia exato.

Talvez essa questão acima é a mais principal: colocar o pé na estrada.

Não pense muito - nunca um mochilão acontece com 100% de perfeição. E talvez essa seja realmente a graça de ser mochileiro - amor livre pelos pequenos obstáculos, curiosidade e ansiedade na espera do trem ou do ônibus e muita paciência para resolver os rápidos percalços.

Pegue o essencial (falaremos disso mais adiante), chame os amigos interessados (mas vá se preparando par embarcar solito) e VÁ!
Rio Paraguai - Corumbá (MS)

Centro Histórico - Corumbá (MS)


A foto acima é da cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul (MS). Cidade-fronteira entre Brasil e Bolívia e essencial para segue o bom estilo aventureiro/clássico, seguindo rotas tradicionais até os Andes, principalmente. Vale também para todos os destino da América do Sul - é como se Corumbá fosse um centro cultural, caminho obrigatório para quem gosta de sentir na pele o calor da temperatura úmida do pantanal e a agradável sensação de ter os pezinhos num outro país.

Vale lembrar que a cidade corumbaense é muito mais que qualquer definição a seguir: simplicidade, gente do bem e amável, festas calorosas, religião híbrida, comidas exóticas e saborosas. A fé é vista nos rostos das pessoas, a beleza é compreendida nos prédios antigos, o rio exala soberania (calmo, sereno e profundo) - compensa a visita (uma parada de uns 3 dias, no mínimo).

Corumbá convida à história, abraça o mochileiro que vem da cidade grande e lhe oferece a chance de se encontrar diante de uma natureza linda e doce (obviamente já entenderam que sou suspeita em falar sobre essa linda cidade e sim, sou apaixonada por esse lugar, mas tenha certeza de que Corumbá também irá lhe encantar)

Mas por que Corumbá?

Vamos então elaborar um rápido roteiro: se o destino é Bolívia você pode sim começar por Corumbá. Como é fronteira, todos os trâmites legais são feitos na alfândega (Polícia Federal). Saída do Brasil e depois entrada na Bolívia - do mais, é só deixar que o roteiro segue naturalmente e aproveitar as aventuras que territórios desconhecidos nos garantem a todo tempo!

Lembrando que Corumbá tem aeroporto então não há desculpa para pular de seu roteiro essa cidade branca!

O mapa abaixo pode ajudar para ao menos começar a pensar no roteiro do seu mochilão e incluir no seu mapa o linda estado do Mato Grosso do Sul:

Fonte: Google

O roteiro do nosso primeiro mochilão foi o seguinte:

- Campo Grande --- Corumbá --- Santa Cruz de La Sierra --- La Paz --- Copacabana e por aí seguimos ...

O que fazer em Corumbá:

1- Conhecer a Estrada Parque Pantanal;
2- Museu de História do Pantanal;
3- Casarões do Porto;
4- Casa do Artesão;
5- Instituto Moinho Cultura;
6- Festival América do Sul (fim de abril e começo de maio, 5 dias de festas e cultura!)

Se você estiver em Campo Grande há saídas diárias para Corumbá. O interessante é pegar o ônibus a noite para aproveitar e descansar, fazendo os trâmites legais com tempo no outro dia. Saia a noite e por volta das 6 da manhã já estará na cidade-fronteira!

No próximo post vamos enfocar como foi nossa aventura com mais detalhes, passando por cidades em cidades no nosso primeiro mochilão rumo à Bolívia e ao Peru!

Até mais!!!


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